Aumento de custos operacionais, pressão tributária e exigências regulatórias colocam a saúde financeira das serventias no centro das discussões do setor
A gestão financeira das serventias extrajudiciais deixou de ser uma função de apoio e passou a ocupar papel central na sobrevivência dos cartórios brasileiros. É o que aponta o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), ao destacar que o aumento da complexidade tributária, a pressão por eficiência operacional e o avanço das exigências regulatórias tornaram o planejamento financeiro uma condição essencial para a continuidade das unidades, e não mais apenas um diferencial.
O cenário de 2026 reforça esse movimento. Com custos operacionais crescentes, obrigações acessórias mais rigorosas e uma fiscalização cada vez mais atenta à arrecadação e à prestação de contas das serventias, especialistas avaliam que cartórios sem controle financeiro estruturado enfrentam risco real de descontinuidade, independentemente do volume de atos praticados.
"Durante muito tempo, a área financeira do cartório foi tratada como rotina de bastidor: emitir guias, pagar contas, fechar o caixa do mês. Esse modelo não sobrevive mais ao nível de exigência atual. Planejamento tributário, projeção de fluxo de caixa e leitura de indicadores financeiros deixaram de ser atividades de suporte administrativo e passaram a integrar as decisões estratégicas do titular", afirma Eduardo Silvestrin, coordenador financeiro da Silvestrin, especializada em gestão de serventias extrajudiciais.
Planejamento tributário ganha peso decisório
Entre os principais desafios apontados por especialistas está a complexidade do enquadramento tributário das serventias, que combina particularidades da atividade delegada com exigências fiscais em constante atualização. Erros de enquadramento ou a falta de planejamento podem resultar em carga tributária superior à devida, comprometendo a margem da serventia e a remuneração do titular.
Sustentabilidade econômica exige indicadores, não só controle de caixa
Segundo os especialistas, a sobrevivência financeira das serventias em 2026 passa por um nível de gestão mais próximo do praticado em empresas privadas, com acompanhamento de indicadores de receita e despesa, projeção de cenários e decisões orientadas por dados, e não apenas pelo controle mensal do fluxo de caixa.
Para Eduardo Silvestrin, esse amadurecimento é irreversível.
"Cartórios que tratarem a gestão financeira como estratégia, e não como obrigação burocrática, terão mais capacidade de absorver mudanças regulatórias, sustentar investimentos em tecnologia e planejar a sucessão com segurança. Quem continuar tratando isso como retaguarda vai sentir o impacto primeiro no caixa e, depois, na continuidade do próprio cartório", conclui.
Sobre a Silvestrin
A Silvestrin é uma empresa especializada em contabilidade, consultoria e gestão financeira para serventias extrajudiciais, com atuação focada nas particularidades do setor notarial e registral. Com ampla experiência no atendimento a cartórios em todo o Brasil, a empresa apoia notários e registradores na organização contábil, no planejamento tributário e na adequação às constantes mudanças legais e regulatórias, contribuindo para a segurança jurídica, a eficiência operacional e a sustentabilidade econômica das serventias.
Para saber mais, acesse: silvestrin.com.br/ ou pelo e-mail: cristina@silvestrin.com.br
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