Fundação João Pinheiro publica cartilha sobre déficit habitacional e inadequação de moradias no Brasil

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Pesquisa aponta recuo de 3,4% no Brasil e teve como base PnadC do IBGE e CadÚnico.

A Fundação João Pinheiro (FJP) publicou a cartilha “Déficit Habitacional e inadequação de moradias no Brasil”. O material teve como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A Fundação atualizou os dados da pesquisa para 2024, além de apresentar análises inéditas sobre população idosa e inadequação de moradias. De acordo com a FJP, “o déficit habitacional do Brasil foi estimado em 5.773.983 para o ano de 2024, o que representava 7,4% do total de domicílios particulares ocupados no país. O número registrou um recuo de 3,4% em relação ao déficit aferido para o ano anterior.” A FJP também ressaltou que, “em 2024, os maiores valores absolutos do déficit habitacional estavam concentrados em São Paulo (1.252.830), Rio de Janeiro (513.740) e Minas Gerais (506.419) e os menores no Acre (22.648), Roraima (28.078) e Amapá (40.300).”

O estudo publicado indicou como componentes do déficit habitacional o ônus excessivo com aluguel urbano, a coabitação e as habitações precárias. Como componentes da inadequação de domicílios, a FJP indicou as inadequações Fundiária, de Infraestrutura Urbana e a Edilícia.

Especificamente sobre a inadequação fundiária, a Fundação destaca que ela ocorre “quando pelo menos um dos moradores detém a posse da moradia, mas não a propriedade total ou parcial do local, do terreno ou da fração ideal do terreno onde a habitação está localizada, foi identificada em 3.250.536 domicílios. Destes, 1.981 milhão localizavam-se em regiões metropolitanas e 1.096.926 eram também acometidos por algum outro tipo de inadequação além da fundiária. Os maiores valores para domicílios nesta situação estavam em São Paulo (807.792) e no Rio de Janeiro (592.072).”

Para a FJP, “o déficit habitacional relaciona-se, no primeiro nível, tanto com as deficiências do estoque de moradias quanto com as moradias sem condições de serem habitadas devido à grande precariedade das construções ou ao desgaste da estrutura física.”

Acesse a cartilha e a notícia publicada pela FJP.

Fonte: IRIB, com informações da FJP.