Série Colégio Registral do RS entrevista: Associado Joaquim Luiz de Mello Flôres – Registrador e tabelião de protestos de Marau

O Colégio Registral do Rio Grande do Sul está realizando uma nova série de entrevistas, que busca contar um pouco da história dos seus associados mais antigos; aqueles que estiveram desde sempre com a entidade. O objetivo é homenageá-los, mostrando um pouco do que pensam e do seu dia a dia, para que todos conheçam esses que também fazem parte da instituição. Confira abaixo a entrevista com o registrador e tabelião de protestos de Marau (RS), Joaquim Luiz de Mello Flôres.

“Sou associado do Colégio Registral do RS desde seu nascimento. O Colégio nos representa e nos orienta."

Nascido em 18 de agosto de 1929, no interior de Passo Fundo (RS), hoje emancipado como município de Davi Canabarro, Joaquim Luiz de Mello Flôres tem 92 anos de idade e continua atuante nos serviços registrais. Completa 68 anos de exercício no Ofício do Registro de Imóveis e Anexos de Marau neste dia 05 de novembro.

Antes de trabalhar na área extrajudicial, Flôres foi alfaiate. Iniciou sua carreira em 1953, quando assumiu, mediante concurso público, a antiga Escrivania Distrital de Guabijú, do então município de Nova Prata. Permaneceu como titular até assumir o Ofício do Registro de Imóveis e Anexos de Marau, onde ainda atua. O Ofício conta com 17 colaboradores e compreende as atividades de Protesto de Títulos, Registro de Imóveis e Registro de Títulos e Documentos e Civis das Pessoas Jurídicas.

entre as especialidades registrais que mais gosta, Flôres destaca o Registro de Imóveis e as atividades de montagem de processos de condomínio, loteamento e usucapião. Fora da atividade, o registrador aprecia música clássica e leituras sobre Ciência Política. “Possuo um Instituto de Ciências Políticas dotado de uma biblioteca especializada em ciência política. Preocupa-me os rumos (ou, a falta de rumos) do nosso País”, comenta.

De acordo com o registrador, o cartório contribui para associações de ação social, colaborando com a comunidade. Sobre a importância da classe registral para a sociedade, Flôres afirma que é inegável que a atividade auxilia a organizar o Estado. “É inegável que, em um País anarquizado como o Brasil, uma classe funcional com funções do Estado, composta de um pessoal com curso superior especializado e orientada por uma hierarquia oficial, tem uma enorme importância para a sociedade, no sentido de garantir segurança jurídica e tranquilidade social. Há tendência de aperfeiçoamento tecnológico.

Mas há a preocupação de que o exagero tecnológico não venha a retirar o raciocínio pessoal e as cautelas que nos são característicos”, relata. Hoje, Flôres comenta que possui uma família bela e unida e se sente muito feliz. “Sou associado do Colégio Registral do RS desde seu nascimento. Sempre fui associado. O Colégio nos representa e nos orienta. Que o Colégio Registral do RS continue a nos servir, e ao Rio Grande”, conclui.

Fonte: Caroline Paiva Assessoria de Comunicação - Colégio Registral do RS