Cartórios geram mais de R$ 82 milhões em economia no Rio Grande do Sul em 2025

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A transferência de atos do Judiciário para os Cartórios gerou uma economia superior a R$ 82 milhões aos cofres públicos em 2025 e contribuiu para reduzir a sobrecarga da Justiça gaúcha. Os dados fazem parte da 7ª edição da revista Cartório em Números (2025), lançada recentemente pela Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com dados consolidados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário entrou em 2026 com o menor volume de processos em tramitação dos últimos seis anos. O número é inferior ao registrado no fim de 2024 quando o estoque somava pouco mais de 79 milhões de processos.

Nos Cartórios de Notas, a resolução de questões familiares e patrimoniais passou a ocorrer de forma rápida e menos onerosa. Em 2025, quase seis mil divórcios consensuais foram realizados por escritura pública, com prazo médio de um dia e custo muito inferior ao processo judicial.

Os inventários extrajudiciais seguem a mesma lógica. Outro exemplo é o reconhecimento de paternidade. Em 2025, essa medida gerou uma economia acima de R$ 6 milhões, ao estado ao evitar a judicialização dos casos. Foram 2.952 atos no ano passado.

Na área imobiliária, atos como usucapião, adjudicação compulsória, retificação de área e regularização fundiária passaram a ser realizados diretamente nos Cartórios de Registro de Imóveis.

Atos da vida do gaúcho

Os números mais recentes mostram crescimento nos principais registros da vida civil em 2025 em relação ao ano anterior. Os Cartórios de Registro Civil contabilizaram 119.194 nascimentos em 2025, frente a 114.283 em 2024. O número de casamentos também apresentou alta, passando de 36.806 em 2024 para 39.537 em 2025. Já os óbitos registrados somaram 99.404 em 2025 frente a 102.212 no ano anterior.