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Decreto Federal nº 9.309 dispõe sobre a regularização fundiária de áreas rurais

DECRETO Nº 9.309, DE 15 DE MARÇO DE 2018

Regulamenta a Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009, para dispor sobre a regularização fundiária das áreas rurais, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009, e na Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017,

CAPÍTULO I

 

DISPOSIÇÕES GERAIS

 

Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 11.952, de 25 de junho de 2009, para dispor sobre a regularização fundiária das áreas rurais situadas em terras da União no âmbito da Amazônia Legal, estabelecida pela Lei Complementar no 124, de 3 de janeiro de 2007, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA. Ver tópico

 

Art. 2o O disposto neste Decreto aplica-se à regularização fundiária de: Ver tópico

 

I - ocupações fora da Amazônia Legal nas áreas rurais do INCRA e da União sob gestão do INCRA, exceto quanto ao disposto no art. 11 da Lei no 11.952, de 2009; e Ver tópico

 

II - áreas remanescentes de projetos com características de colonização criados pelo INCRA, dentro ou fora da Amazônia Legal, anteriormente a 10 de outubro de 1985. Ver tópico

 

§ 1o O disposto neste Decreto aplica-se subsidiariamente a outras áreas não descritas no art. 3 da Lei no 11.952, de 2009, sob domínio da União na Amazônia Legal, que serão regularizadas por meio dos instrumentos previstos na legislação patrimonial. Ver tópico

 

§ 2o Para fins do disposto no inciso II do caput, consideram-se os seguintes projetos com características de colonização: Ver tópico

 

I - projeto de colonização oficial; Ver tópico

 

II - projeto de assentamento rápido; Ver tópico

 

III - projeto de assentamento conjunto; Ver tópico

 

IV - projeto especial de colonização; Ver tópico

 

V - projeto de assentamento dirigido; Ver tópico

 

VI - projeto fundiário; Ver tópico

 

VII - projeto integrado de colonização; e Ver tópico

 

VIII - outros projetos definidos em ato do dirigente máximo do INCRA. Ver tópico

 

Art. 3o As competências para coordenar, normatizar e supervisionar o processo de regularização fundiária de áreas rurais e para expedir os instrumentos titulatórios correspondentes ficam atribuídas: Ver tópico

 

I - na Amazônia Legal, à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República; e Ver tópico

 

II - fora da Amazônia Legal, ao INCRA. Ver tópico

 

Parágrafo único. Ficam mantidas as atribuições do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão referentes à administração do patrimônio imobiliário das áreas não afetadas à regularização fundiária. Ver tópico

 

CAPÍTULO II

 

DOS REQUISITOS E DOS PROCEDIMENTOS

 

Art. 4o Para ser considerado beneficiário da regularização fundiária, o ocupante e o seu cônjuge ou companheiro deverão atender aos requisitos previstos no art. 5o da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

§ 1o Para fins do disposto no inciso III do caput do art. 2o da Lei no 11.952, de 2009, será considerada forma de exploração direta aquela atividade econômica definida em contrato de parceria, conforme os critérios estabelecidos em ato normativo do órgão competente. Ver tópico

 

§ 2o Para fins do disposto no inciso V do caput do art. 2o da Lei no 11.952, de 2009, será considerada prática de cultura efetiva a obtenção de renda por intermédio dos serviços ambientais previstos no inciso I do caput do art. 41 da Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012, conforme os critérios estabelecidos em ato normativo do órgão competente. Ver tópico

 

§ 3o Não será admitida a regularização em favor de requerente que conste do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores à condições análogas à de escravo do Ministério do Trabalho. Ver tópico

 

Art. 5o A regularização fundiária de ocupações incidentes em terras públicas rurais atenderá aos seguintes procedimentos: Ver tópico

 

I - cadastramento das ocupações e identificação ocupacional por Município ou por gleba; Ver tópico

 

II - elaboração de memorial descritivo dos perímetros das ocupações, com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica, com as coordenadas dos vértices definidores dos limites do imóvel rural, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro; e Ver tópico

 

III - formalização de processo administrativo, previamente à titulação, com os documentos e as peças técnicas descritos nos incisos I e II, e aprovado pelo órgão competente. Ver tópico

 

§ 1o O cadastramento será feito por meio de formulário de declaração preenchido e assinado pelo requerente, acompanhado de fotocópia de sua carteira de identidade e do Cadastro de Pessoas Físicas, e de outros documentos definidos pelo órgão competente. Ver tópico

 

§ 2o O formulário de declaração de que trata o § 1º conterá as seguintes informações: Ver tópico

 

I - os dados pessoais do ocupante e do seu cônjuge ou companheiro; Ver tópico

 

II - a área e a localização do imóvel; Ver tópico

 

III - o tempo de ocupação direta ou de ocupação de seus antecessores; Ver tópico

 

IV - a atividade econômica desenvolvida no imóvel e a atividade complementar; Ver tópico

 

V - a existência de conflito agrário ou fundiário; e Ver tópico

 

VI - outras informações definidas pelo órgão competente. Ver tópico

 

§ 3o O cadastramento das ocupações não implicará o reconhecimento de direito real sobre a área. Ver tópico

 

§ 4o As peças técnicas apresentadas pelo ocupante serão recebidas, analisadas e, caso atendam aos requisitos normativos, validadas. Ver tópico

 

§ 5o O profissional habilitado responsável pela elaboração do memorial descritivo de que trata o inciso II do caput, nos termos estabelecidos no art. 9o da Lei no 11.952, de 2009, será aquele credenciado junto ao INCRA para a execução de serviços de georreferenciamento de imóveis rurais. Ver tópico

 

§ 6o O memorial descritivo elaborado pelo profissional habilitado de que trata o § 5o será submetido ao INCRA, por meio do Sistema de Gestão Fundiária, para validação. Ver tópico

 

§ 7o Os serviços técnicos e os atos administrativos de que trata este artigo poderão ser praticados em parceria com os Estados e os Municípios. Ver tópico

 

Art. 6o Identificada a existência de disputas em relação aos limites das ocupações, o órgão competente poderá buscar acordo entre as partes, observado o disposto no art. 8o da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

§ 1o Se for estabelecido acordo entre as partes, essas assinarão declaração para validar a concordância quanto aos limites demarcados. Ver tópico

 

§ 2o Se não houver acordo entre as partes, a regularização das ocupações será suspensa para decisão administrativa, nos termos de procedimento definido pelo órgão competente. Ver tópico

 

Art. 7o A vistoria prévia à regularização das ocupações em áreas de até quatro módulos fiscais, nos termos estabelecidos no art. 13 da Lei no 11.952, de 2009, será obrigatória nas seguintes hipóteses: Ver tópico

 

I - se o imóvel houver sido objeto de termo de embargo ou infração ambiental, lavrado pelo órgão ambiental federal; Ver tópico

 

II - se o imóvel apresentar indícios de fracionamento fraudulento da unidade econômica de exploração; Ver tópico

 

III - se o cadastramento a que se refere o art. 5o houver sido realizado por meio de procuração; Ver tópico

 

IV - se houver conflito declarado no ato de cadastramento a que se refere o art. 5o ou registrado junto à Ouvidoria Agrária Nacional; ou Ver tópico

 

V - se forem estabelecidas outras razões em ato do órgão competente. Ver tópico

 

Parágrafo único. A vistoria realizada na hipótese prevista no inciso I do caput verificará se o preenchimento de requisitos à regularização fundiária decorreu de dano ambiental, situação em que o pedido será indeferido, exceto se houver celebração de termo de ajustamento de conduta ou instrumento similar, firmado com o órgão ambiental federal ou com o Ministério Público. Ver tópico

 

Art. 8o Para as áreas de até quatro módulos fiscais, os requisitos estabelecidos no art. 5o da Lei no 11.952, de 2009, serão verificados por meio das seguintes declarações do requerente e do seu cônjuge ou companheiro, sob as penas da lei, de que: Ver tópico

 

I - não sejam proprietários de outro imóvel rural em qualquer parte do território nacional e não tenham sido beneficiários de programa de reforma agrária ou de regularização fundiária rural; Ver tópico

 

II - exerçam ocupação e exploração direta, mansa e pacífica, por si ou por seus antecessores, anteriormente a 22 de julho de 2008; Ver tópico

 

III - pratiquem cultura efetiva; Ver tópico

 

IV - não exerçam cargo ou emprego público: Ver tópico

 

a) no INCRA; Ver tópico

 

b) na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República; Ver tópico

 

c) na Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, ou Ver tópico

 

d) nos órgãos estaduais de terras; Ver tópico

 

V - não mantenham, em sua propriedade, trabalhadores em condições análogas às de escravos; e Ver tópico

 

VI - o imóvel não se encontre sob embargo ambiental ou seja objeto de infração do órgão ambiental federal, estadual e municipal. Ver tópico

 

Art. 9o Para fins do disposto no inciso V do caput do art. 5o da Lei no 11.952, de 2009, será admitida a regularização fundiária de requerente anteriormente beneficiado por programa de reforma agrária ou regularização fundiária, desde que não ocupe o lote originário, decorridos mais de quinze anos: Ver tópico

 

I - da data da expedição de título de regularização fundiária, desde que o referido documento tenha sido emitido anteriormente a 22 de dezembro de 2016, observado o disposto no parágrafo único; Ver tópico

 

II - da data da homologação do beneficiário no programa de reforma agrária; ou Ver tópico

 

III - de outras situações definidas pelo órgão competente em regulamento específico. Ver tópico

 

Parágrafo único. O processo que originou a expedição do título anterior deverá ser apensado ao novo requerimento de regularização fundiária, situação em que será realizada a análise das cláusulas resolutivas. Ver tópico

 

Art. 10. A regularização fundiária de ocupações incidentes em terras públicas rurais com área superior a quatro módulos fiscais e até o limite de dois mil e quinhentos hectares será precedida de: Ver tópico

 

I - declaração firmada pelo requerente e pelo seu cônjuge ou companheiro, sob as penas da lei, de que preencham os requisitos estabelecidos no art. 8o; e Ver tópico

 

II - elaboração de relatório de vistoria da ocupação, subscrita por profissional regularmente habilitado do Poder Executivo federal ou por outro profissional habilitado em razão de convênio, acordo ou instrumento congênere firmado com órgão ou entidade da administração pública federal, estadual, distrital ou municipal. Ver tópico

 

Parágrafo único. As informações constantes do relatório de vistoria poderão ser complementadas por documentos, técnicas de sensoriamento remoto e outros meios de prova. Ver tópico

 

Art. 11. As áreas ocupadas insuscetíveis de regularização por excederem os limites estabelecidos no § 1o do art. 6o da Lei no 11.952, de 2009, poderão ser objeto de titulação parcial até o limite de dois mil e quinhentos hectares. Ver tópico

 

Parágrafo único. A titulação, nos termos do caput, será condicionada à desocupação da área excedente. Ver tópico

 

Art. 12. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República poderá expedir Certidão de Reconhecimento de Ocupação nas hipóteses em que, cumulativamente: Ver tópico

 

I - haja requerimento de regularização fundiária para o imóvel nos termos estabelecidos na Lei no 11.952 de 2009; Ver tópico

 

II - o imóvel esteja georreferenciado e aprovado por fiscalização no Sistema de Gestão Fundiária; Ver tópico

 

III - o imóvel esteja localizado em terra pública federal e inexista sobreposição com as áreas a que se refere o art. 4o da Lei no 11.952, de 2009; e Ver tópico

 

IV - sejam cumpridos outros requisitos definidos em ato normativo da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República. Ver tópico

 

§ 1o A Certidão de Reconhecimento de Ocupação é personalíssima, intransferível inter vivos ou causa mortis e não implica o reconhecimento do direito de propriedade ou a regularização fundiária da área. Ver tópico

 

§ 2o A Certidão de Reconhecimento de Ocupação é documento hábil a comprovar a ocupação da área pública pelo requerente junto às instituições oficiais de crédito. Ver tópico

 

§ 3o A Certidão de Reconhecimento de Ocupação poderá ser emitida a requerimento ou de ofício e terá validade de doze meses, admitida a renovação nas seguintes hipóteses: Ver tópico

 

I - até que seja proferida a decisão que indefira o pedido de regularização; ou Ver tópico

 

II - até que seja entregue o título de domínio. Ver tópico

 

§ 4o A Certidão de Reconhecimento de Ocupação não se prestará à instrução de processos administrativos junto aos órgãos ambientais e não será dada em garantia real. Ver tópico

 

CAPÍTULO III

 

DAS CONSULTAS ÀS INSTITUIÇÕES

 

Art. 13. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República definirá as glebas a serem regularizadas após consulta aos seguintes órgãos e entidades: Ver tópico

 

I - INCRA; Ver tópico

 

II - Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Ver tópico

 

III - Fundação Nacional do Índio - FUNAI; Ver tópico

 

IV - Serviço Florestal Brasileiro; Ver tópico

 

V - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes; e Ver tópico

 

VI - órgãos ambientais estaduais. Ver tópico

 

§ 1o A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República notificará os órgãos e as entidades mencionados no caput e lhes encaminhará arquivo eletrônico com a identificação do perímetro da gleba. Ver tópico

 

§ 2o Os órgãos e as entidades consultados se manifestarão sobre eventual interesse na área, no prazo máximo de sessenta dias, e, na ausência de manifestação, será considerado que não há oposição quanto à regularização. Ver tópico

 

§ 3o O prazo previsto no § 2º poderá ser prorrogado por meio de requerimento fundamentado dos órgãos e das entidades a que se refere o caput. Ver tópico

 

§ 4o A manifestação deverá demonstrar a existência de interesse ou vínculo da área a ser regularizada com o desenvolvimento de suas atribuições, observadas as competências dos órgãos e das entidades a que se refere o caput. Ver tópico

 

§ 5o Os órgãos e as entidades a que se refere o caput identificarão a área de interesse e disponibilizarão a informação em meio eletrônico para inclusão na base cartográfica da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República, a qual deverá estar compatibilizada com os cadastros geoespaciais geridos pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Ver tópico

 

§ 6o Na hipótese de interesse manifestado nos termos do § 2º por um ou mais órgãos ou entidades, caberá à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República declarar a desafetação da área à regularização fundiária e passar a gestão patrimonial da área à Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a qual promoverá a destinação da área ao órgão ou à entidade interessado, nos termos da legislação patrimonial. Ver tópico

 

§ 7o Na hipótese de a gleba definida localizar-se em faixa de fronteira, o processo de regularização fundiária será remetido pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República à Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional para fins de assentimento prévio, nos termos estabelecidos na Lei no 6.634, de 2 de maio de 1979. Ver tópico

 

Art. 14. A Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais da Amazônia Legal tem por finalidade: Ver tópico

 

I - atuar, de maneira articulada, na gestão do patrimônio público; e Ver tópico

 

II - propiciar a convergência nas ações de destinação e promoção de políticas públicas. Ver tópico

 

§ 1o A Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais da Amazônia Legal será composta pelos seguintes órgãos e entidades: Ver tópico

 

I - Ministério do Meio Ambiente; Ver tópico

 

II - Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República; Ver tópico

 

III - Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Ver tópico

 

IV - INCRA; Ver tópico

 

V - Instituto Chico Mendes; Ver tópico

 

VI - FUNAI; Ver tópico

 

VII - Serviço Florestal Brasileiro; e Ver tópico

 

VIII - Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM. Ver tópico

 

§ 2o A Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais da Amazônia Legal atuará sob a coordenação alternada da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República, da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, do INCRA e do Ministério do Meio Ambiente, nos termos definidos em ato normativo conjunto. Ver tópico

 

§ 3o A consulta de que trata o § 1o do art. 13 será realizada por meio da Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais da Amazônia Legal. Ver tópico

 

§ 4o Os órgãos e as entidades a que se refere o caput poderão solicitar preferência na eleição de glebas analisadas pela Câmara Técnica de Destinação e Regularização Fundiária de Terras Públicas Federais Rurais da Amazônia Legal. Ver tópico

 

Art. 15. Para fins da vedação prevista no inciso III do caput do art. 4o da Lei no 11.952, de 2009, consideram-se florestas públicas as áreas de interesse do Serviço Florestal Brasileiro, manifestado na forma estabelecida no § 6o do art. 12. Ver tópico

 

Art. 16. Na hipótese de a gleba a ser regularizada abranger terrenos de marinha, marginais ou reservados, seus acrescidos ou outras áreas insuscetíveis de alienação não demarcadas, caberá à Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão delimitar a faixa da gleba que não será suscetível à alienação. Ver tópico

 

Art. 17. A Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão instituirá comissão para delimitar a faixa a que se refere o art. 16, a qual será composta por servidores da referida Secretaria. Ver tópico

 

§ 1o Os representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República e de outros órgãos públicos envolvidos no processo de regularização fundiária poderão ser convidados para participar da comissão de que trata o caput. Ver tópico

 

§ 2o A faixa a que se refere o art. 16 será definida em cada uma das glebas, nos termos estabelecidos no Decreto-Lei no 9.760, de 5 de setembro de 1946. Ver tópico

 

Art. 18. A regularização das ocupações inseridas, total ou parcialmente, na faixa a que se refere o art. 16 será de competência da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, por meio da outorga de título de concessão de direito real de uso. Ver tópico

 

§ 1o Caberá à Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República a emissão, em nome da União, da concessão do direito real de uso, no âmbito do Programa Terra Legal, de imóveis rurais da União situados em glebas públicas arrecadadas pelo INCRA. Ver tópico

 

§ 2o A regularização de que trata o § 1o incluirá a análise das condições resolutivas, os atos decisórios concernentes à concessão do direito real de uso e a competência normativa infralegal correspondente. Ver tópico

 

§ 3o A identificação das áreas rurais da União para a outorga da concessão do direito real de uso pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República será feita pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a partir da definição da faixa inalienável da gleba, de que trata o Ver tópico

 

§ 4o do art. 6o da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

§ 4o A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República atualizará os sistemas geoespaciais da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão com as informações cadastrais das áreas destinadas no âmbito do Programa Terra Legal, à medida que os títulos forem outorgados. Ver tópico

 

§ 5o A Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão terá acesso aos sistemas de titulação da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República para fins de controle da delegação de que trata o caput. Ver tópico

 

§ 6o Na hipótese de apenas parte da área objeto de regularização fundiária rural ser inalienável, poderão ser expedidos ao ocupante, após a delimitação devida, concomitantemente, título de domínio correspondente à área alienável e concessão de direito real de uso referente à porção inalienável. Ver tópico

 

CAPÍTULO IV

 

DA TITULAÇÃO E DO CUMPRIMENTO DAS CLÁUSULAS RESOLUTIVAS

 

Art. 19. Os títulos de domínio e de concessão de direito real de uso serão expedidos: Ver tópico

 

I - em nome da mulher e do homem, obrigatoriamente, nos seguintes casos: Ver tópico

 

a) quando forem casados; ou Ver tópico

 

b) quando conviverem em regime de união estável; Ver tópico

 

II - em nome dos conviventes, no caso de união homoafetiva; e Ver tópico

 

III - preferencialmente em nome da mulher, nos demais casos. Ver tópico

 

Art. 20. O título de domínio ou, na hipótese prevista no § 4o do art. 6o da Lei no 11.952, de 2009, o termo de concessão de direito real de uso, conterá, entre outras, cláusulas que determinem, pelo prazo de dez anos, sob condição resolutiva, além da inalienabilidade do imóvel: Ver tópico

 

I - a manutenção da destinação agrária, por meio de prática de cultura efetiva; Ver tópico

 

II - o respeito à legislação ambiental, em especial quanto ao cumprimento do disposto no Capítulo VI da Lei no 12.651, de 2012; Ver tópico

 

III - a não exploração de mão de obra em condição análoga à de escravo; e Ver tópico

 

IV - as condições e a forma de pagamento. Ver tópico

 

§ 1o O descumprimento das condições resolutivas pelo titulado implica a resolução de pleno direito do título de domínio ou do termo de concessão de direito real de uso, com a consequente reversão da área em favor da União, declarada no processo administrativo que apurar o descumprimento das cláusulas resolutivas, assegurados os princípios da ampla defesa e do contraditório. Ver tópico

 

§ 2o Na hipótese de a violação de cláusula resolutiva ser identificada por outro órgão ou entidade, o órgão competente deverá ser informado para que seja instaurado procedimento administrativo destinado à declaração de reversão do imóvel ao patrimônio da União. Ver tópico

 

§ 3o O beneficiário que transferir ou negociar, por qualquer meio, o título obtido nos termos estabelecidos na Lei no 11.952, de 2009, não poderá ser beneficiado novamente em programas de reforma agrária ou de regularização fundiária, ressalvadas as hipóteses previstas no art. 9o. Ver tópico

 

§ 4o A prática de cultura efetiva referida no inciso I do caput poderá ser comprovada por meio de documentos, técnicas de sensoriamento remoto ou vistoria. Ver tópico

 

§ 5o A comprovação do cumprimento da cláusula prevista no inciso II do caput ocorrerá por meio da juntada das certidões negativas de infração ambiental ou instrumento similar, em nível federal e estadual e inscrição no Cadastro Ambiental Rural - CAR. Ver tópico

 

§ 6o Não se operará a resolução do título por descumprimento ao inciso II do caput caso seja firmado termo de compromisso de ajustamento de conduta ou instrumento similar com vistas à reparação do dano. Ver tópico

 

§ 7o Para os fins dispostos no § 6o, o ocupante deverá requerer a regularização de sua situação junto ao órgão ambiental competente no prazo de até sessenta dias, contado da data da notificação. Ver tópico

 

§ 8o O órgão competente poderá celebrar acordos de cooperação com os órgãos de meio ambiente, com vistas a estabelecer mecanismos de comunicação de infrações ambientais. Ver tópico

 

§ 9o A comprovação do cumprimento da cláusula prevista no inciso III do caput ocorrerá por meio de consulta ao Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores à condições análoga à de escravo do Ministério do Trabalho. Ver tópico

 

§ 10. Sem prejuízo da verificação pela administração pública federal, o beneficiário de título de regularização fundiária apresentará periodicamente documentos que comprovem o cumprimento das cláusulas resolutivas, conforme disciplinado em ato do órgão competente. Ver tópico

 

§ 11. Na hipótese de o beneficiário do título requerer a liberação das cláusulas resolutivas, esse deverá, respeitado o prazo de carência estabelecido no art. 17 da Lei no 11.952, de 2009, realizar o pagamento integral, no prazo de até cento e oitenta dias, correspondente a cem por cento do valor médio da terra nua por hectare estabelecido na pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária elaborada pelo INCRA, vigente à época do pagamento, e desde que cumpridas as condições resolutivas. Ver tópico

 

§ 12. O disposto no § 11 poderá ser aplicado aos imóveis de até um módulo fiscal, desde que o interessado dispense a gratuidade prevista no art. 11 da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

§ 13. Na hipótese prevista no § 11, o cálculo do valor para pagamento será realizado somente depois de atestado o cumprimento das demais condições resolutivas. Ver tópico

 

Art. 21. O ocupante que tenha cumprido as cláusulas contratuais e cujo contrato originário tenha sido expedido há mais de dez anos será dispensado das condições resolutivas ou, se for o caso, receberá o título de domínio sem condição resolutiva. Ver tópico

 

§ 1o Na hipótese de emissão de título de domínio sem condições resolutivas, o pagamento deverá ser efetuado à vista. Ver tópico

 

§ 2o O título definitivo será emitido com condições resolutivas caso não ocorra o pagamento à vista. Ver tópico

 

Art. 22. Desde que cumpridas as demais cláusulas resolutivas, o órgão competente concederá, de ofício, a gratuidade aos títulos emitidos em áreas de até um módulo fiscal, expedidos anteriormente à data de entrada em vigor da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

Art. 23. Resolvido o título de domínio ou o termo de concessão na forma prevista no § 7o do art. 18 da Lei no 11.952, de 2009, o contratante: Ver tópico

 

I - terá direito à indenização pelas acessões e pelas benfeitorias, necessárias e úteis, hipótese em que poderá levantar as benfeitorias consideradas voluptuárias, no prazo máximo de cento e oitenta dias, contado da data da desocupação do imóvel, sob pena de perda em proveito do alienante; Ver tópico

 

II - terá direito à restituição dos valores pagos com a atualização monetária devida, deduzido o percentual das quantias abaixo: Ver tópico

 

a) quinze por cento do valor pago a título de multa compensatória; e Ver tópico

 

b) três décimos por cento do valor atualizado do contrato por cada mês de ocupação do imóvel desde o início do contrato, a título de indenização pela fruição; e Ver tópico

 

III - estará desobrigado do pagamento de eventual saldo devedor remanescente, na hipótese de o montante das quantias indicadas nas alíneas a e b do inciso II exceder ao valor total pago a título de preço. Ver tópico

 

§ 1o A indenização de que trata o inciso I do caput caberá ao órgão competente pela gestão da área. Ver tópico

 

§ 2o A atualização monetária prevista no inciso II do caput será a mesma taxa prevista no art. 26, exceto se houver disposição contratual mais benéfica ao titular do contrato. Ver tópico

 

§ 3o O disposto neste artigo se aplica aos títulos emitidos anteriormente à data de entrada em vigor da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

CAPÍTULO V

 

DO PAGAMENTO

 

Seção I

 

Do valor dos títulos

 

Art. 24. Na ocupação de área contínua de até um módulo fiscal, a alienação e, na hipótese prevista no § 4o do art. 6o da Lei no 11.952, de 2009, a concessão de direito real de uso, ocorrerão de forma gratuita, dispensada a licitação. Ver tópico

 

Art. 25. Na ocupação de área contínua acima de um módulo fiscal até dois mil e quinhentos hectares, a alienação e, na hipótese prevista no § 4o do art. 6o, a concessão de direito real de uso ocorrerão de forma onerosa, dispensada a licitação. Ver tópico

 

§ 1o O preço do imóvel considerará o tamanho da área em módulos fiscais e será estabelecido entre dez por cento e cinquenta por cento do valor mínimo da pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária, instrumento este elaborado pelo INCRA, nos seguintes termos: Ver tópico

 

I - até um módulo fiscal - dez por cento do valor mínimo da pauta de valores da terra nua para fins de titulação e regularização fundiária; Ver tópico

 

II - acima de um até quatro módulos fiscais - será estabelecido entre dez por cento e trinta por cento do valor mínimo da pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária, conforme a fórmula e os coeficientes estabelecidos no Anexo I e no Anexo III, respectivamente; e Ver tópico

 

III - acima de quatro módulos fiscais até dois mil e quinhentos hectares - será estabelecido entre trinta por cento e cinquenta por cento do valor mínimo da pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária, conforme a fórmula e os coeficientes estabelecidos no Anexo I e no Anexo IV, respectivamente. Ver tópico

 

§ 2o Para definir o valor final das alienações a que se referem os incisos II e III do § 1º, será utilizada a equação estabelecida no Anexo II. Ver tópico

 

§ 3º A pauta de valores prevista no caput será elaborada com base no valor médio dos imóveis avaliados pelo INCRA, para fins de obtenção de terras na mesma região nos últimos vinte anos, corrigidos monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial - IPCA-E, sendo o valor mínimo equivalente a setenta e cinco por cento do valor médio e o valor máximo equivalente a cento e vinte e cinco por cento, conforme ato normativo do INCRA. Ver tópico

 

§ 4º Na hipótese de inexistir a pauta de valores de preços referenciais de terra nua na região a que se refere o § 1o, a administração pública federal utilizará como referência as avaliações de preços produzidas preferencialmente por entidades públicas, justificadamente. Ver tópico

 

§ 5o Serão acrescidos ao preço do imóvel para alienação estabelecido no § 1o os custos relativos à execução dos serviços topográficos, se executados pelo Poder Público, exceto quando se tratar de ocupações cujas áreas não excedam a quatro módulos fiscais. Ver tópico

 

§ 6o Na hipótese de concessão de direito real de uso de forma onerosa nos termos estabelecidos neste artigo, aplica-se a razão de quarenta por cento sobre os percentuais estabelecidos no § 1o. Ver tópico

 

§ 7o Na hipótese de imóvel cuja área esteja situada em mais de um Município com dimensões de módulos fiscais diferentes, para efeitos do cálculo da quantidade de módulos fiscais, serão consideradas as dimensões do Município onde estiver localizada a maior porção do imóvel. Ver tópico

 

Seção II

 

Dos encargos financeiros dos títulos

 

Art. 26. Para fins do disposto no § 1o do art. 17 da Lei no 11.952, de 2009, aos títulos e à concessão de direito real uso onerosos serão aplicados encargos financeiros para atualização dos valores dos títulos, nos seguintes termos: Ver tópico

 

I - até quatro módulos fiscais - um por cento ao ano; Ver tópico

 

II - acima de quatro até oito módulos fiscais - dois por cento ao ano; Ver tópico

 

III - acima de oito até quinze módulos fiscais - quatro por cento ao ano; e Ver tópico

 

IV - acima de quinze módulos fiscais até dois mil e quinhentos hectares - seis por cento ao ano. Ver tópico

 

Parágrafo único. O disposto neste artigo se aplica às hipóteses previstas nos § 12 e § 13 do art. 20. Ver tópico

 

Seção III

 

Da forma de pagamento dos títulos

 

Art. 27. O valor do título de domínio será pago pelo beneficiário de regularização fundiária, nos seguintes termos: Ver tópico

 

I - o pagamento à vista do valor integral, excetuadas as hipóteses previstas nos § 12 e § 13 do art. 20, deverá ser realizado no prazo de até cento e oitenta dias, contado da data do recebimento do título, o beneficiário terá direito a vinte por cento de desconto sobre a quantia devida, nos termos estabelecidos no § 2o do art. 17 da Lei no 11.952, de 2009; e Ver tópico

 

II - o pagamento parcelado em prestações anuais e sucessivas deverá ser realizado em até vinte anos, com carência de trinta e seis meses, contados a partir da data da expedição do título. Ver tópico

 

§ 1o O cálculo de pagamento das prestações adotará o sistema de amortização constante e o regime de juros simples. Ver tópico

 

§ 2o Os encargos financeiros de que trata o art. 26 serão aplicados a partir da data da expedição do título. Ver tópico

 

§ 3o O pagamento será efetuado por meio de Guia de Recolhimento da União ou de outro instrumento decorrente de convênio ou contrato firmado com instituições financeiras, que terá prazo máximo de vencimento de trinta dias, contado da data da sua emissão. Ver tópico

 

§ 4o O pagamento efetuado deverá ser comprovado nos autos nos quais tenha sido concedido o título de domínio. Ver tópico

 

Seção IV

 

Dos títulos inadimplidos

 

Art. 28. O inadimplemento da obrigação de pagamento nos prazos pactuados constituirá o beneficiário em mora de pleno direito. Ver tópico

 

Parágrafo único. O beneficiário poderá purgar a mora, para evitar a reversão do imóvel, por meio do pagamento da parcela em atraso, desde que respeitado o limite de um ano do vencimento da parcela. Ver tópico

 

Art. 29. A administração pública federal poderá receber pagamentos em atraso referentes a três prestações consecutivas ou cinco alternadas, desde que seja atestada a utilidade da prestação e a inexistência de interesse social ou utilidade pública atinente ao imóvel. Ver tópico

 

§ 1o A faculdade prevista no caput não impede a administração pública federal de declarar a rescisão do título e a reversão do imóvel ao patrimônio da União caso inexista o interesse em receber as parcelas em atraso. Ver tópico

 

§ 2o O prazo para requerer o pagamento na hipótese prevista no caput é de trinta dias, contado da data do vencimento das prestações. Ver tópico

 

Art. 30. Sobre os valores em atraso incidirá juros de mora de cinco décimos por cento ao mês, além da atualização monetária nos termos do art. 26. Ver tópico

 

CAPÍTULO VI

 

DA RENEGOCIAÇÃO

 

Art. 31. A análise quanto ao cumprimento de cláusulas resolutivas ficará restrita aos termos estabelecidos em contrato. Ver tópico

 

Art. 32. Na hipótese de descumprimento de contrato firmado com os órgãos fundiários federais até 22 de dezembro de 2016, o beneficiário originário ou os seus herdeiros que ocupem e explorem o imóvel terão prazo de cinco anos, contado da data de entrada em vigor da Medida Provisória no 759, de 22 de dezembro de 2016, para requerer a renegociação do contrato firmado, sob pena de reversão, observadas: Ver tópico

 

I - as condições de pagamento estabelecidas no art. 11 e no art. 12 da Lei no 11.952, de 2009; e Ver tópico

 

II - a comprovação do cumprimento das cláusulas de que trata o art. 15 da Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

§ 1o O disposto no caput não se aplica na hipótese de manifestação de interesse social ou utilidade pública relacionada aos imóveis titulados, independentemente do tamanho da área, situação em que será obrigatória a análise do cumprimento das condições resolutivas nos termos estabelecidos em contrato. Ver tópico

 

§ 2o O georreferenciamento do imóvel, nos termos definidos no art. 9o da Lei no 11.952, de 2009, será requisito indispensável ao pedido de renegociação. Ver tópico

 

Art. 33. Deferida a renegociação, será emitido novo título, nos termos e nas condições estabelecidas pela Lei no 11.952, de 2009. Ver tópico

 

Parágrafo único. O título de que trata o caput evidenciará, em seu anverso, o resultado do processo de renegociação, com menção expressa ao número do título anterior. Ver tópico

 

Art. 34. Não caberá a renegociação de títulos alienados durante a vigência das condições resolutivas, ainda que demonstrado o distrato posterior. Ver tópico

 

Art. 35. A renegociação será realizada apenas uma vez, observado o disposto neste Decreto. Ver tópico

 

Art. 36. Na hipótese de pagamento parcial comprovado nos autos, o valor será atualizado com base na Taxa Referencial, descontado o valor estabelecido na renegociação. Ver tópico

 

Art. 37. Os títulos emitidos anteriormente à data de entrada em vigor da Lei no 13.465, de 2017, terão seus valores passíveis de enquadramento, conforme estabelecido na Lei no 11.952, de 2009, por meio de requerimento do interessado e vedada a restituição de valores já pagos que, por conta do enquadramento, eventualmente excedam ao valor que se tornou devido. Ver tópico

 

Parágrafo único. Deferido o enquadramento, será emitido termo aditivo ao título anterior, mantidas as demais condições das cláusulas contratuais. Ver tópico

 

CAPÍTULO VII

 

DA VENDA DIRETA

 

Art. 38. A modalidade de alienação estabelecida no art. 38 da Lei no 11.952, de 2009, se aplica às hipóteses de venda direta, mediante o pagamento de cem por cento do valor máximo da terra nua definido na pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária elaborada pelo INCRA. Ver tópico

 

§ 1o A alienação de que trata o caput será realizada por meio da expedição de título de domínio nos termos do art. 15 e do art. 16 da Lei no 11.952, de 2009, aos ocupantes de imóveis rurais localizados na Amazônia Legal, até o limite de dois mil e quinhentos hectares, nas seguintes hipóteses: Ver tópico

 

I - quando se tratar de ocupações posteriores a 22 de julho de 2008 ou em áreas em que tenha havido interrupção da cadeia alienatória posterior à referida data, desde que observado o disposto no art. 4o e no art. 5o da Lei no 11.952, de 2009, e comprovado o período da ocupação atual por prazo igual ou superior a cinco anos, apurado até 23 de dezembro de 2016; e Ver tópico

 

II - quando o requerente for proprietário de outro imóvel rural, desde que a soma das áreas não ultrapasse o limite estabelecido no § 1o e observado o disposto no art. 4o e no art. 5o da Lei no 11.952 de 2009. Ver tópico

 

§ 2o Os imóveis rurais identificados como de propriedade do requerente deverão estar georreferenciados conforme norma técnica definida pelo INCRA, de forma a permitir a exata verificação do limite estabelecido no § 1o. Ver tópico

 

§ 3o A venda direta se aplica a áreas contíguas ou não às propriedades do requerente. Ver tópico

 

§ 4o O disposto no art. 8o se aplica às hipóteses de venda direta. Ver tópico

 

CAPÍTULO VIII

 

DA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA POR BENFEITORIAS

 

Art. 39. O pagamento da compensação financeira por benfeitorias úteis ou necessárias estabelecida no § 8º do art. 18 da Lei no 11.952, de 2009, ficará sob a responsabilidade do órgão ou da entidade que manifestar interesse social quanto à destinação da área. Ver tópico

 

Art. 40. As benfeitorias úteis ou necessárias serão avaliadas com base nos critérios estabelecidos pelo manual de obtenção de terras elaborado pelo INCRA. Ver tópico

 

CAPÍTULO IX

 

DISPOSIÇÕES FINAIS

 

Art. 41. Para a realização de atividades de geomensura, cadastramento, titulação, instrução processual e outras ações necessárias à implementação da regularização fundiária, poderão ser firmados acordos de cooperação técnica, convênios e outros instrumentos congêneres entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Ver tópico

 

Art. 42. As cessões de direitos a terceiros que decorram de contratos firmados entre o órgão competente e o ocupante serão nulas se efetivadas em desacordo com os prazos e as restrições estabelecidos nos instrumentos a que se refere o art. 41.

16/03/2018